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UM OVNI SOBRE FÁTIMA?
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Reproducção
da imagem da "mulherinha" segundo os primeiros testemunhos
das crianças
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"O astro lembra uma placa de
prata fosca e é possivel fitar-lhe o disco sem o
minimo esforço. Não queima, não cega.
Dir-se-hia estar-se realisando um eclipse."
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A
História Manipulada
A práctica
totalidade da história oficial dos fenómenos
de Fátima esta extraída das memórias
da Irmã Lúcia. Francisco e Jacinta faleceram
pouco tempo depois das aparições, e Lúcia
foi a única testemunha viva dos acontecimientos de
Fátima. Presionada pelas circunstancias, e sendo
ainda uma adolescente, ingresou em uma ordem religiosa onde
ademáis de encontrarse suficentemente isolada da
sociedade, debía obediencia ao seu confesor e ao
Bispo de Leiría.
Nestas condições, e apos de aprender a ler
e escriver, foi que a Irmã Lúcia recebeu a
"petición" de José Alves Correia
da Silva -Bispo de Leiría- de escriver alguns dos
acontecementos de Fátima e os seus protagonistas.
Lúcia terminou as suas primeiras memórias
a finais de 1935 e em anos seguintes lhe foi pedido que
escrivera mais outras "lembranzas", completando
asim as suas seis memórias. E são estes escritos
a única fonte documental disponivel para conhecer
a história oficial de Fátima. Por este motivo,
muitos críticos das aparições aseguram
que a Igreja tem mudado convenientemente a sua versão
sobre as aparições, distinguindose uma "Fátima
I" correspondente às primeiras investigações
e testemunhos, da "Fátima II" escrita por
Lúcia case 20 anos depois dos sucessos e substancialmente
distinta da primeira versão.
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Carlos Fernández
Entre
maio e outubro de 1917 a virgem ter-se-ia aparecido a três pastorinhos
na localidade portuguesa de Fátima. Na última destas aparições,
o "Sol" dançou ante a mirada atónita de duzias
de miles de pessoas. Foi un fenómeno astronómico? O un
OVNI?
O dia 13 de maio de 1917, tres crianças portuguesas
estabam com o seu gando nun local conhecido como Fátima. Viron
uma luz que semelhaba um relâmpago e a maior dos três,
Lúcia dos Santos, sugiriu aos seus primos Jacinta
e Francisco Marto, que o melhor era voltar às suas casas
ante uma próxima treboada. Foi então que viram sobre uma
azinheira "uma senhora vestida de branco, mais brillante
do que o Sol".
Entre outras coisas, a "senhora" lhes tinha dito que
via "do ceo" e que tinham que voltar a ese mesmo local
o dia 13 do mes seguinte. Así o fixeram e a "mulherinha"
voltou a convida-los a asistir a Cova de Iria o próximo dia 13.
Na aparição de Julho, a "senhora" lhes tería
feito umas revelações, que mais tarde seríam conhecidas
como os "segredos de Fátima", cuja terceira parte foi
feita pública em junho de 2000. E foi em esta aparição
onde a "senhora" pediu às crianças que seguiram
concurrindo lá os dias 13, e que em outubro lhes ía dizer
quem era, o que quería de eles e prometeu-lhes um "milagre"
para que a gente poidera acreditar-lhes. Os pastorinhos asistiron puntualmente
à sua cita com a "senhora", salvo no mes de agosto,
porque os videntes foram encarcerados e ameazados pelo Administrador
de Vila Nova de Ourem -Artur de Oliveira Santos- para que lhes revelara
o conteudo do "segredo". A cita de agosto aconteceu o dia
quince, quando as crianças foram libertados, ainda que não
foi na habitual azinheira, mas sim num local conhecido como Valinhos.
Os pastorinhos acudiram puntualmente a cada uma das citas dos dias 13,
mentres a fama das aparições ia aumentando cada mes.
É
asim que já se falaba de que era a Virgem a que se aparecía
em Fátima, e o número de pessoas que acompanhaban às
crianças a Cova de Iría aumentaba exponencialmente. Pero
os acontecementos de Fátima limitabam-se ao relato dos tres rapazes,
porque nenhum dos espectadores -excepto eles- podía ver ou escutar
à "Senhora". Nem o Francisco podia ouvi-la, e apenas
a veia cando ficaba de joelhos frente a ela. O 13 de outubre, día
em que a "Virgem" tinha prometido um "milagre",
estabam reunidas na agreste explanada de Fátima perto de 70.000
pessoas, esperando ver un fenómeno prodigioso. E o ceo não
defraudou.
O Milagre do sol
Segundo conta Lúcia dos Santos na sua Quarta Memória,
a Senhora apresentou-se naquele dia aos três pastorinhos como
acostumaba, e asegurou se-la "Senhora do Rosário".
Anunciou-lhes que a Guerra ia a acabar (a Primeira Guerra mundial) e
que os soldados iam regressar às suas casas. Lúcia pediu
á Senhora que curara aos doentes que se amontonabam em Cova de
Iria, ao que respondeu que só sanaría a aqueles que pediram
perdão pelos seus pecados. Aquele dia a "virgem" também
lhes teria pedido que se construira uma capela no seu nome. Apos de
alonjarse cara o Leste, aconteceu o milagre solar, onde segundo as descripções,
o ceu abreu-se e o Astro rei comezou a mexer-se convulsivamente, causando
o espanto dos asistentes. Este sucesso foi observado por miles de pessoas
lá presentes, entre os que se encontram crentes, céticos,
camponeses e intelectuais. E a diversidade e quantidade de testemunhas
lhe otorga um especial interesse ao "fenómeno solar",
pois o resto das aparicões de Fátima limitabam-se aos
três pastorinhos videntes. Uma das testemunhas presentes en la
explanada de Cova de Iría foi o jornalista Avelino de Almeida,
redactor chefe do jornal lisboeta O Século. Com aguda
ironia, de Almeida descrebe pormenorizadamente a paisagem humana que
rodeaba à famosa azinheira, sem deixarse levar pela emoção
das masas. No seu artigo estão retratados os leprosos que procurabam
cura à sua doença, os vendedores ambulantes que já
naquelas datas compreenderam o negócio das aparições,
os librepensadores conversos, os camponeses céticos, o desborde
piadoso e idolátrico de miles de crentes e também a espesa
chuva que caía sobre Fátima, tornando o cenário
das aparições em um intransitavel lameiro. O jornalista
apenas fai uma descripção do que esta a ver, e nessa mesma
postura continua quando Lúcia pede à multidão que
fechem os seus paraguas para orar. É nese momento que começa
a producirse o "milagre Solar". "E assiste-se
então a um espectaculo unico e inacreditavel para quem não
foi testemunha d'ele. -diz Avelino de Almeida- Do cimo da estrada,
onde se aglomeram os carros e se conservam muitas centenas de pessoas,
a quem escasseou valor para se meter á terra barrenta, vê-se
toda a imensa multidão voltar-se para o sol, que se mostra liberto
de nuvens, no zenit. O astro lembra uma placa de prata fosca e é
possivel fitar-lhe o disco sem o minimo esforço. Não queima,
não cega. Dir-se-hia estar-se realisando um eclipse."
Pero o "Sol" começa a se mexer, e o jornalista
o descreve com estas verbas: "...o sol teve nunca vistos movimentos
bruscos fóra de todas as leis cosmicas - o sol «bailou»,
segundo a tipica expressão dos camponezes" Sem mudar
o teor impasible do seu relato, Avelino de Almeida continua falando
de outras coisas que esta a ver sobre a gente que lá estaba,
e das suas emoções. Finalmente, o jornalista fai uma chamada
aos cientistas para que procurem explicação à natureza
do fenómeno observado.
A pesares do seu breve comentário sobre o fenómeno e das
suas ácidas descrições, Avelino de Almeida foi
duramente criticado pelos seus contemporáneos librepensadores,
que sugirieron que o jornalista estaba a defender os interesses do principal
beneficiário das aparições: A Igreja. E é
que por aquelas datas o goberno republicano tinha separado Igreja e
Estado e muitos dos privilegios feudais de que gozaba a Hierarquia católica,
tinham desaparecido. É por ese motivo que os republicanos vían
com maus olhos às aparições de Fátima.
Outra das testemunhas independentes que estaba lá aquele 13 de
outubro na explanada de Cova de Iría era o professor da Facultade
de Ciências de Coimbra, Dr Almeida Garrett. Decidido a
observar os fenómenos sem paixões, ubicou-se numa cima
do terreno de modo de poder observar todos os sucessos desde um ponto
de vista ótimo e ajudado por unos binoculares. O professor Garrett
não escutou a ordem de Lúcia de observar o Sol, mas voltou
a vista ante a actitude da multidão que exclamabam mentres observabam
o ceu. "Não era algo esfêrico como a Lua -
descrebe Garrett a sua observação do "Sol"-
nem tinha a mesma cor nem os mesmos claro-escuros. Semelhaba ser
de matéria pulida...". Segundo este professor, não
habia bruma nem nuvens e se mantivo así perante dez minutos,
salvo em duas ocasões em que uns raios fulgurantes obrigaron
às testemunhas a apartar a vista. Mentres observaban o Sol, a
cor da luz que iluminaba a explanada tornouse violeta. Mais tarde a
cor mudaria para o amarelo. Pouco depois, o Sol começou a girar
sobre se mesmo e num momento, ante o espanto dos presentes, o "Sol
desprendeu-se da bóveda celeste" e se abalanzou sobre os
atónitos espectadores, alonjando-se mais tarde."
Não foi o Sol
É pouco probavel que fora o Sol o que dançou aquele 13
de outubro. Qualquer movemento do astro -por moito leve que seja- provocaría
umas consequencias catastróficas não so no nosso planeta,
também em todo o Sistema Solar. Por aquelas datas o Director
do Observatório astronómico de Lisboa declarou aos jornalistas
de O Sëculo que "Se fora um fenómeno cósmico,
os observatórios astronómicos o detectarían com
certeza. Mas é precisamente isso é o que falta, o registro
inevitavel de alguma perturbação no sistema... por pequena
que ésta fosse." O bispo de Leiría, também
não parece moito convencido de que o Sol se mexeu o dia do "milagre":
"Este fenómeno, -escriveu Correia da Silva na
sua carta pastoral do 13 de outubro de 1930- que não foi registrado
por nenhum observatório astronómico e que, consequentemente,
não pudo ter sido um fenómeno natural, foi observado por
pessoas de todas as condições... ". No entanto,
o fenómeno tivo que ter grandes proporções, porque
que foi visto desde outras localidades situadas em um rádio de
40 quilómetros a volta de Fátima. Habitantes de Alburitel,
situados em uma colina a 18 quilómetros da explanada de Cova
de Iria poideram observar o "prodigio solar". Outra testemunha,
o poeta Afonso Lopes Vieira, observou o fenómeno desde São
Pedro de Moel, a 40 quilómetros em direcção Oeste.
Qué é o que se passou em Fátima em 1917? Foi a
Aurora Boreal como sugiriron -sem demasiado acerto- os céticos?
Uma alucinação colectiva? Parece pouco probavel. E se
foi um OVNI?
Foi um OVNI?
O dedo na chaga
o puxeron a Dra Fina D'Armada e o historiador português
Joaquim Fernandes, quando publicaron o seu livro "Intervenção
extraterrestre em Fátima". Sem preconceitos, D'Armada
y Fernandes analizam os fenómenos observados em Fátima
em 1917 desde uma perspectiva moderna, chegando à conclusão
de que os fenómenos da Serra de Ourem em aquelas datas, teem
todos os ingredentes proprios de um avistamento OVNI. A Dra D'Armada
era bolsista do Instituto Nacional de Investigação Científica,
e poido consultar os arquivos segredos do Santuário de Fátima,
que são inaccesiveis também para as entidades religiosas.
Entre estes documentos estão os testemunhos recollidos pelo padre
da fregresía, que então escutou as declarações
dos pastorinhos e que abandonou a aldeia por no estarem convencido de
que as aparições correspondieran à Virgem Maria.
Entre os dados mais significativos de quantos se descrebem naqueles
primeiros documentos, destaca a descripção da "senhora"
que apareceu aos pastorinhos: Media um metro de altura e levaba
um fato branco e dourado, que não chegaba até os
pes. A roupa tinha costuras ao longo e ao ancho como se estivera
acolchado. Estaba cuberta com uma capa branca e levaba uma
esfera à altura do peito, que mais tarde interpretou-se como
o Sagrado Coração de Maria. Nas suas primeiras declarações,
os pastorinhos describiron à "mulherinha" com olhos
preto e grande beleza, que falaba sem mexer os beiços.
Também não mexia os pes ao desplazar-se e baixaba
até o local da aparição por uma rampa luminosa.
Ainda que a história oficial não o reflicte, Fina D'Armada
achou nos antiguos documentos uma referencia a uma quarta vidente,
chamada Carolina Carreira, filha de Maria Carreira, uma pessoa
importante na história das aparições e responsavel
da construcção da capela de Cova de Iría. Carolina
tivo um encontro com "uma criança" que semelhaba ter
uns 9 ou 10 anos e que se comunicou com ela sem falar, "como dentro
de mim". Entre os documentos consultados por D'Armada, existen
numerosos testemunhos sobre o fenómeno do 17 de outubro. Antes
de comezar as aparições, foram vistos por numerosas testemunhas
pequenos objectos luminosos, conheidos em ufología como Foo-Fighters,
incluso um deles golpeou na cabeça a uma irmã de Carolina
Carreira. Também foi observado um globo prateado, um objecto
em forma de escada e "nuvens" que ian em direcção
contraria ao vento. Em quanto ao "fenómeno solar",
algumas testemunhas aseguran que foi o proprio Sol o que se mexeu, mentres
que outros sugirem que um disco "metálico" ou de
"vidro" se antepuso ao astro. Finalmente, o "Sol"
volveu-se transparente e dentro do disco se observaron três
seres, que -influenciados pelo contexto- foram interpretados como
a "Sagrada Familia". Um dos três foi visto com o braço
extendido e foi interpretado como uma benção de São
Jose.
Curações
Ambos os dois investigadores abordam também outro aspecto polémico
e poco estudado: o das curações milagrosas do día
13 de outubro de 1917. D'Armada e Fernandes contabilizaram até
sete curações que aconteceram esse dia. A maioria correspondem
a doenças não muito graves como gripes; e algum caso de
tumores ou paludismo. Curiosamente, e segundo os dados aportados pelos
investigadores portugueses, as pessoas que sanaram aquele dia estabam
situados numa zona do recinto de Cova de Iría, por onde o "Sol"
fixo o seu voo rasante. Também se teriam secado as roupas das
pessoas que estabam nesta situação, depois da chuva que
precedeu às aparições. Os autores, estabelecem
deste modo um paralelismo entre estes sucessos e outros registrados
em outras aparições "marianas" e em presença
de Objectos Voadores Não Identificados. Foi um encontro com OVNIs
o que motivou o culto mariano em Fátima? Manipulou a Hierarquia
da Igreja os acontecementos de 1917? Desclasificará a Igreja
os documentos segredos relativos às primeiras investigações?
Posiblemente estamos longe de conhecer a verdade sobre os sucessos que
aconteceram na explanada de Cova de Iría en 1917. O tempo esta
na contra e um a um os testemunhos direitos estão a se perder.
E as "certezas" so as da a Fe.
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